— Tolisses

Coisas do Ulisses Mattos

Playboy de Ferro

O que impede que um rapazinho com um dos maiores QIs do planeta, admitido no MIT aos 15 anos, se torne um nerd solitário com mais intimidade com computadores do que com mulheres?

A resposta: um irrefreável desejo de curtir os prazeres da vida. Ainda mais quando se torna o herdeiro de um império industrial aos 21 anos. Esse é Anthony Stark, mais conhecido na alta-roda como Tony, um dos maiores playboys de todos os tempos, dono de uma fortuna avaliada pela revista Forbes como a oitava maior no mundo da ficção. O número de mulheres que ele faturou não está (ou melhor, está) no gibi da Marvel, editora americana que publica suas aventuras desde a criação por Stan Lee e Jack Kirby, em 1963. Os quadrinhos até mostraram o sujeito em romances mais sérios.

Mas o garanhão já foi retratado perdendo a paciência com uma delas e jogando-lhe na cara que ela era apenas mais um peixe em seu oceano. E o que faz um playboy quando decide ter superpoderes? Simples: constrói uma máquina mais possante do que qualquer um dos carrões que tem em sua mansão em Malibu. Assim, Tony decidiu brincar de super-herói vestindo a armadura do Homem de Ferro. Reparem que ele poderia escolher identidades como “Homem Metálico” ou “Superencouraçado”, mas fez questão de que seu nome de guerra lembrasse a expressão chula “passar o ferro”. Coisas de Tony.

A vida de super-herói não evitou que nosso ídolo continuasse caindo na farra e até enchendo a cara. Tony ficou conhecido nas HQs por seus poderosos porres, e muitos apostam que ele poderia até ter convertido sua armadura para ser movida a álcool. Mas, verdade seja dita, ele nunca foi de drogas mais pesadas.

Para ele, consumir heroína era simplesmente levar a Mulher Hulk ou a Vespa para a cama. E, como nunca foi de dispensar aranhas, Tony também traçou a Mulher- Aranha e a Viúva Negra. Para se ter uma ideia do quilate da última, quando a biografia de Tony foi parar no cinema, chamaram Scarlett Johansson para interpretar a bela russa. E Robert Downey Jr., escalado para o papel principal, ficou tão bem como o bon-vivant que foi cotado pra interpretar o maior playboy de todos os tempos, Hugh Hefner. Mas aí já é outra história…

 

Por Ulisses Mattos

Publicado originalmente em junho de 2010, na coluna “Os maiores playboys de todos os tempos”, na revista Playboy.

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