— Tolisses

Coisas do Ulisses Mattos

We could be heroes

Este mês foi realizada a primeira edição do Nerd Rio, evento organizado para celebrar quadrinhos, games, cosplays, webcelebridades etc. Quando soube, fiquei com muita vontade de comparecer, mas ainda fiquei com um pé atrás (mais adiante explico por quê). Acabei indo mesmo, mas de uma forma muito muito muito legal: como integrante de um debate entre humoristas sobre super-heróis. Fui chamado para a seção “O Maior Super-Herói de Todos os Tempos”, ao lado de Fernando Caruso, Rafael Studart e Henrique Wikz, onde cada um defenderia um personagem diante das situações propostas pelo mediador, Pablo Peixoto.

Pela reação da plateia durante e depois do evento, o resultado foi muito melhor do que se esperava. O vídeo abaixo registra todo o debate, recheado de piadas sacanas, acusações ultrajantes e defesas absurdas. Eu fiquei com a tarefa de fazer Wolverine vencer. Acompanhem aí o papo para ver quem venceu:

Ah, sim. Por que fiquei com um pé atrás de comparecer ao Nerd Rio? Como minha adolescência foi nos anos 80, nunca tive muita vontade de me assumir como nerd. Agora todo mundo bate no peito pra dizer que é, mas pra mim ainda fica difícil fazer isso. É claro que já fui a alguns eventos de quadrinhos e seriados de TV, que obviamente eram dedicados a uma parcela do público nerd. Mas isso era apenas insinuado, implícito. Agora o “nerd’ vai no nome do evento, não tem como esconder.

Com o convite do organizador, Marcos Castro, ficou mais fácil aparecer. Se alguém me perguntasse lá se eu sou nerd, ia dizer apenas que estava lá pra falar de super-heróis, que são a versão moderna das velhas mitologias. E para fazer piadas, trabalhando como humorista. Daria meu jeito para não me assumir nerd. Aliás, tive que fazer isso diante de uma câmera, em uma ótima reportagem da TV Facha. Vejam, em 1:30, um dos meus depoimentos:

Espero que me chamem para as próximas edições. Só assim curto tudo de dentro do armário nerd.

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