— Tolisses

Coisas do Ulisses Mattos

THOR É INDICIADO POR ATROPELAR E MATAR CICLISTA

Se eu acho que Thor vai ser condenado? Cê tá pensando que eu sou Loki, bicho?

Pode isso, Arnaldo?

É fato que no mundo das celebridades de hoje, os jogadores de futebol são figuras importantíssimas. Há alguns anos, eles não eram tão famosos. Quer dizer, quem se ligava em futebol sabia quem era aquele sujeito se desse de cara com ele ou citassem seu nome. Mas era difícil um cidadão de classe média passar por um jogador na rua, até porque os craques muitas vezes moravam mal, em comunidades afastadas. Mas o tempo foi passando, o futebol virou uma máquina milionária e os caras começaram a faturar alto.

Ao mesmo tempo que o esporte bretão se profissionalizou e enriqueceu, o culto às celebridades foi ganhando corpo. Aí, é claro, não tinha como os dois universos deixarem de se cruzar, fazendo de alguns jogadores verdadeiros pop stars. Nada contra. Afinal, os jogadores têm muito mais talento do que o sujeito que simplesmente ficou alguns meses falando besteira dentro de uma casa trancada e aparelhada com câmeras em todos os cômodos.

Mas hoje os jogadores de futebol estão criando um problema sério de desequilíbrio no ecossistema das celebridades. E tudo tem a ver com sua procriação, que saiu dos eixos habituais.

Boleiro bem sucedido sempre teve direito de pegar mocinhas bonitas, como qualquer pessoa de dinheiro. Eles faziam isso com Marias Chuteiras, namorando e até casando com beldades que se tornariam conhecidas apenas como a mulher do craque Fulanílson. Era mais uma forma de distribuição de renda através do futebol, beneficiando não só o pobre sujeito bom de bola, mas também a pobre gostosa boa de cama. Ora, quem era Mônica Santoro antes de conhecer Romário? Foi só graças ao Baixinho que a moça chegou a ter um programa na TV. E, pelo amor de Deus, quem conhecia Xuxa antes de ela ser mais um dos mais de mil gols de Pelé?

Mas, ultimamente, os atletas passaram a pegar mulheres já famosas, desde dançarinas até apresentadoras de TV. Os jogadores estão entrando definitivamente para o clubinho VIP das celebridades. Isso é péssimo para nosso ecossistema, está causando um desequilíbrio que precisa ser denunciado e combatido. Ora, se antes uma desconhecida beldadezinha qualquer quisesse tirar o pé da lama desposando um jogador de passe valorizado, bastava aparecer nos pontos de abate habituais desses predadores, como boates e churrascarias. Agora elas vão precisar primeiro se tornar famosas para só então poderem chegar até os atletas. Isso gera a necessidade de um número ainda maior de famosos nos cenários, acentuando o desequilíbrio de nosso já frágil meio ambiente, saturado de pessoas superconhecidas pelo público.

Assim, para que cada craque encontre sua parceira – não apenas para cópula, mas para procriação –, será necessário que surjam, digamos, seis ou sete novas celebridades de status mediano (os estudos ainda não estão em estágio avançado e o número é impreciso). A mídia já encontra dificuldades em construir todas essas novas celebridades para servir à cama dos jogadores.

Uma das formas encontradas pela indústria foi transformar simples modelos e manequins em gente famosa, chamando-as de top model. Muitas chegaram a cruzar e até desposar nossos craques, mas já há riscos de que elas não deem conta da demanda. A indústria dos ex-BBBs também já está tendo seus recursos esgotados.

Ou criamos uma nova categoria de “profissionais famosas” , pondo em risco a capacidade de tolerância do público, ou voltamos com os hábitos antigos dos jogadores. Eu voto pela segunda opção, num processo que poderia contar com a reeducação sexual dos craques, deixando-os isolados por um tempo em casas trancadas com câmeras, em convívio apenas com Marias Chuteiras. Dali, o craque só sairia ao casar e engravidar a moça. As fitas com o registro das cenas seriam postas à venda, é claro.

 

Publicado originalmente  em novembro de 2007, no blog “Por esporte“, com o pseudônimo Odisseu Kapyn. 

Para o episódio 12 da primeira temporada de “Os Gozadores”, no Multishow, propus uma trama baseada nesse meu texto, sobre os problemas sexuais dos super-heróis. Adaptei a ideia para a história de um especialista em quadrinhos que é chamado para estrelar um filme pornô com super-heróis. O cara leva seu respeito aos personagens tão a sério que inviabiliza a produção.

Pelo que soube, foi um dos episódios com mais audiência na série. Não esperava menos. Afinal, escrevi uma cena com a participação de Sidney Gusman, do Universo HQ, e Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd, que avisaram a seus leitores.

Série da produtora 2 MLKS, com redação final de Álvaro Campos.

Este mês dei uma entrevista para o podcast “Colesterol”, do André @harpiaharpyia, Danilo Motta (@diretodaredacao) e @JunySantana. O nome tem tudo a ver, pois o papo rola em botecos, com petiscos e chope. Aliás, o chope ajuda a gente a falar demais, sem papas na língua. Desculpem os palavrões.

Dá pra ouvir direto aqui ou ir até a página e fazer download do arquivo pra ouvir no mp3 player. Entre os tópicos do papo:

O Ministério da Saúde divulgou uma cartilha para tirar dúvidas inusitadas que surgiram em relação à dengue.

1) Todo Aedes Aegypti transmite a dengue?

- Não há motivo de pânico. Nem todo Aedes Aegypt está contaminado. Só os que picarem você.

2) Acabei de ser picado por um Aedes Aegypti. O que devo fazer?

- O local da picada está infectado. A solução é evitar que o sangue da
região se espalhe pelo corpo. Pegue um O.B. ou um Tampax e insira
rapidamente na ferida, de modo que o absorvente sugue o sangue contaminado.
Se o O.B. ou o Tampax não couber na picada, pegue uma faca e alargue a ferida, até que haja espaço suficiente para a inserção do absorvente.

3) Quando tomo banho, fico com o umbigo cheio de água. Meu umbigo é um foco para larvas do mosquito da dengue?

- Sim. O melhor a fazer é não lavar o umbigo, pois o Aedes Aegypti gosta de água limpa. Deixe a água que se acumula no seu umbigo sempre suja.

4) Não importa o que eu faça, sempre há mosquitos em minha casa. O que posso fazer para dormir seguro?

- Nesse caso, pegue um pote raso e deposite um pouco de seu sangue no recipiente. Em vez de o Aedes Aegypti picar você para se alimentar, o mosquito irá direto ao pote, para poupar trabalho.

5) Se eu pegar um Aedes Aegypt morto e o prender com fita adesiva na parede da minha casa, outros mosquitos ficarão intimidados e abandonarão o local?

- Não. Os Aedes Aegypti não se intimidam diante de cadáveres de amigos mortos. Como o próprio nome diz, o mosquito vem do Egito, onde a população é de maioria muçulmana. O Aedes Aegypt encara a morte de seus companheiros como um sacrifício pela causa de sua espécie. Ver um cadáver de um companheiro exposto assim só vai aumentar seus brios e o ímpeto de seus ataques.

6) Uma aranha no meu quarto comeu um Aedes Aegypti. A aranha está contaminada?

- Sim. Chame as autoridades urgentemente para exterminar a aranha. A
tendência é que ela tente atacar você para transmitir a dengue. Não tente matá-la, pois a aranha com dengue fica mais agressiva e pode dominá-lo, prendendo você e toda sua família em sua teia.

7) O combate à dengue parece ineficaz. A culpa é do governo?

- Não exatamente. A culpa é sua, que escolheu a atual administração de sua cidade ou estado. Boa sorte no próximo voto, caso você sobreviva à dengue.

 

Por Ulisses Mattos

Publicado originalmente em fevereiro de 2002, no site Cocadaboa.com, com o pseudônimo Odisseu Kapyn.

O que impede que um rapazinho com um dos maiores QIs do planeta, admitido no MIT aos 15 anos, se torne um nerd solitário com mais intimidade com computadores do que com mulheres?

A resposta: um irrefreável desejo de curtir os prazeres da vida. Ainda mais quando se torna o herdeiro de um império industrial aos 21 anos. Esse é Anthony Stark, mais conhecido na alta-roda como Tony, um dos maiores playboys de todos os tempos, dono de uma fortuna avaliada pela revista Forbes como a oitava maior no mundo da ficção. O número de mulheres que ele faturou não está (ou melhor, está) no gibi da Marvel, editora americana que publica suas aventuras desde a criação por Stan Lee e Jack Kirby, em 1963. Os quadrinhos até mostraram o sujeito em romances mais sérios.

Mas o garanhão já foi retratado perdendo a paciência com uma delas e jogando-lhe na cara que ela era apenas mais um peixe em seu oceano. E o que faz um playboy quando decide ter superpoderes? Simples: constrói uma máquina mais possante do que qualquer um dos carrões que tem em sua mansão em Malibu. Assim, Tony decidiu brincar de super-herói vestindo a armadura do Homem de Ferro. Reparem que ele poderia escolher identidades como “Homem Metálico” ou “Superencouraçado”, mas fez questão de que seu nome de guerra lembrasse a expressão chula “passar o ferro”. Coisas de Tony.

A vida de super-herói não evitou que nosso ídolo continuasse caindo na farra e até enchendo a cara. Tony ficou conhecido nas HQs por seus poderosos porres, e muitos apostam que ele poderia até ter convertido sua armadura para ser movida a álcool. Mas, verdade seja dita, ele nunca foi de drogas mais pesadas.

Para ele, consumir heroína era simplesmente levar a Mulher Hulk ou a Vespa para a cama. E, como nunca foi de dispensar aranhas, Tony também traçou a Mulher- Aranha e a Viúva Negra. Para se ter uma ideia do quilate da última, quando a biografia de Tony foi parar no cinema, chamaram Scarlett Johansson para interpretar a bela russa. E Robert Downey Jr., escalado para o papel principal, ficou tão bem como o bon-vivant que foi cotado pra interpretar o maior playboy de todos os tempos, Hugh Hefner. Mas aí já é outra história…

 

Por Ulisses Mattos

Publicado originalmente em junho de 2010, na coluna “Os maiores playboys de todos os tempos”, na revista Playboy.

O sujeito estava sentado em frente à TV, vendo um programa qualquer. Veio o intervalo. Os anúncios. O comercial. É, veio o intervalo para os anúncios comerciais. Sempre vem. São os anunciantes que pagam a programação que a TV lhe dá de graça. “Mas e a TV por assinatura? O telespectador está pagando para ver anúncios também? Ou teria que pagar mais na assinatura se não houvesse propaganda ali também?”. O rapaz já estava começando a deixar aquele pequeno estalo que teve virar indignação. Até que surgiu um anúncio que lhe prendeu a atenção. Era um daqueles com uma sucessão de cenas agradáveis, que se enfileiram até que o produto seja finalmente revelado.

Uma criança correndo com um cachorrinho. Eles caem e rolam contentes na grama. O telespectador nunca tinha feito aquilo, mas teve a impressão de que se esfregar no mato, mesmo podendo encontrar carrapatos, era algo bom. Em câmera lenta, pelo menos, parecia ser.

Uma família sentada à mesa, esperando a mãe chegar com o prato principal, algo delicioso como só um cadáver animal bem temperado consegue ser. O vovô fala alguma coisa e todos riem, enquanto a vovó lhe faz uma cara de “ah, seu maroto, você não tem jeito!”. O telespectador não sabe o que o velhinho palhação disse, pois esse tipo de comercial só tem música, nada de diálogos.

 

Quando eu e Silvio Lach vimos uma notícia sobre a Shit Box, achamos que seria uma ótima ideia fazer uma crítica sobre o produto para a nossa revista “M…”. Então, entrei em contato com a empresa inglesa e pedi para nos mandarem uma das caixas como cortesia. Eles toparam.  Então partimos para a produção de um vídeo com o teste.

Para usar e analisar a Shit Box, convocamos o comediante Nigel Goodman, que na época fazia apenas stand-up comedy e o podcast “Repórter Bêbado”. Ele teve a cara de pau de topar testar o produto a céu aberto, em uma bem visitada floresta do Rio de Janeiro. Além da crítica de Nigel, tivemos o hoje CQC Ronald Rios colhendo a opinião de populares sobre o peniquinho de papelão. Tudo registrado pela câmera de Erik Gustavo, que também editou o vídeo.

Eu faço uma participação especial no final. Acabou sendo o primeiro trabalho que reuniu todos os integrantes da Alta Cúpula.

O Guia de Respostas Para Novas Gerações começou como uma brincadeira. Mas sua publicação no site Cocadaboa.com acarretou uma enxurrada de mensagens de leitores agradecendo a melhora de vida que o texto lhes trouxe. Eles pediram um segundo volume e então escrevi o Guia de Respostas Para Novas Gerações – Parte 2. Nova torrente de mensagens, com emocionadas declarações de gratidão. No entanto, ainda havia quem continuasse sofrendo com perguntinhas sacanas não tão geniais, mas que provocavam um efeito humilhante em suas vítimas. Este terceiro volume do Guia vem para tentar acabar com esse problema, que ameaça a estabilidade emocional de nossos jovens.

Neste calor, como sua a bunda, né?

Calma, rapaz. Sua cueca pode até encharcar no verão, mas não concorde com seu colega. Na verdade, ele está dizendo “como a sua bunda“. É um truque fonético muito primário, mas eficaz. Dizer simplesmente “não”, já lhe evita um constrangimento diante da sua turminha, mas há um jeito de soar mais esperto que seu oponente. Disfarce e diga: “com um calor assim, você deve preferir ficar num lugar aberto, com pouca roupa, uma chuvinha em cima…” Quando seu amiguinho concordar, você já inverteu o jogo. Perceba que na última oração, você também usou um subterfúgio fonético para dizer “um macho vinha em cima“, insinuando que um homem viria por cima dele, situação com a qual ele concordou. Pronto, você acaba de deixar de ser o mais idiota da galera. As pessoas vão pensar duas vezes antes de botar o pé na frente quando você passar.

 

Você sabe fazer vitamina?

Não queira se gabar de seus dotes. No momento em que você responder que sim, seu adversário irá dizer “Então bate uma pra mim com mamão“. Você talvez não entendesse quando todos os seus amigos começassem a rir da sua cara. Veja bem. O espertinho acabou de lhe dar uma rasteira fonética, aproveitando a semelhança desta frase ingênua com outra bem maliciosa: “Então bate uma pra mim com uma mão“, que seria o mesmo que “Masturbe-me usando uma de suas mãos“. Horrível, não? Então quando o canalha lhe perguntar isso, responda “Não, mas posso te preparar uma banana. Pica pra você?“. Pego de surpresa, ele ficará com medo de dizer que quer uma banana inteira (que poderia ter utilidades anais) e preferirá a fruta picada. Com isso, ele terá aceitado uma pica, que é sinônimo de pênis no linguajar chulo. Assim, você ganhou muito respeito entre a garotada. Eles nem vão mais implicar com o fato de você ser viciado em RPG.

 

Você tem dado em casa?

A conhecida Maria-Chuteira já é uma espécie de profissão. Mas em breve o mundo saberá mais sobre a Maria-Raquete. Esse espécime, ainda pouco estudado, é muito mais voraz, atacando jogadores de tênis quando e onde eles menos esperam.

Acompanhem o ataque de uma Maria-Raquete, feito debaixo de uma mesa durante uma entrevista coletiva, deixando o tenista espanhol Rafael Nadal extasiado:

 

No ano passado, fiz esse roteirinho para a edição número 34 da Revista MAD, com a retrospectiva de 2010. Escolhi falar do grande ano de Ronaldo, o “Fenômeno”. A arte é de Pri de Paula.

Engana-se quem acha que os super-heróis não têm vida sexual ou sofrem com suas taras ou opções. Mas como os gibis são lidos por algumas crianças, nada é mostrado. E é justo porque não conseguem ter uma vida erótica satisfatória que muitos heróis procuram se realizar fora da cama, caçando e combatendo exaustivamente os vilões e ameaças da humanidade. Veja alguns casos de frustrações sexuais de nossos protetores:

Super-Homem - Pobre Kal-El. Único ser de sua poderosa raça. Super-homem é praticamente um homem virgem. Na adolescência, quando seus poderes ainda tinham menor intensidade, foi a um prostíbulo de uma cidade perto de Smallville. O jovem Clark Kent não conseguiu terminar o serviço, pois seu vigor deixou a prostituta em coma. Seus pais adotivos até tiveram que subornar a polícia para não prenderem o jovem alienígena, já que, diante do estrago causado, todos acharam que ele tinha estuprado a meretriz. Desde aquele dia, Super-Homem teve que se contentar com uma vida dedicada ao o­nanismo. Seu casamento com Lois Lane não envolve sexo. Super-Homem tenta satisfazê-la apenas com seus quentes raios óticos, alternando com supersoprinhos.

Wolverine - O poder de se recuperar instantaneamente de qualquer lesão física é ao mesmo tempo uma benção e uma maldição para o mutante canadense. Um corte em Wolverine cicatriza em questão de segundos. Por essa razão, Wolverine nunca conseguiu ver sua própria glande, que está sempre coberta por uma densa pele. Nenhuma cirurgia de fimose deu jeito, já que assim que o bisturi cortava o prepúcio, ele se auto-reconstituía. Wolverine tem ereção e consegue penetrar orifícios, mas não tem nenhum prazer. Por isso é tão nervoso.

Senhor Fantástico - Reed Richards, líder do Quarteto Fantástico, tem um problema evidente com seu corpo elástico. Pode-se perceber que quando seu braço estica, fica sem consistência. O mesmo ocorre com seu pênis, que quando aumenta quando excitado, perde toda a rigidez. Pode-se dizer que o Dr. Richards é fantasticamente impotente. O mesmo mal assola o Homem Elástico, aquele do suspeito colante vermelho.

Batman - Este sombrio herói é obcecado por morcegos. Adora se vestir como morcego, morar como morcego (em caverna) e agir como morcego. O problema é que os morcegos são grandes sugadores. E é assim que o perturbado bem-feitor procura prazer: apenas sugando ou lambendo. Adepto apenas do sexo oral, Batman dispensa penetrações. No começo de suas relações, suas namoradas até ficam felizes com a habilidade oral de Batman, mas logo se aborrecem quando percebem que o sujeito é incapaz de consumar o ato e entrar em cavernas mais apertadas.

Nos últimos dias, as redes socais não param de badalar o involuntariamente hilário vídeo “Para nossa alegria”. Um dos comentários que muitos fazem é sobre a semelhança do cantor sorridente e o garoto-propaganda do extinto cigarrinho de chocolate Pan.

Tanto que até fizeram as esperadas montagens com Photoshop:É… pensando bem, não há tanta semelhança. A lembrança se deve ao fato de o garoto bom de gogó (sim, acho que ele alcançou a nota certa) ser negro e estar com um sorriso fixo durante boa parte do vídeo.

Mas essa brincadeira me lembrou do velho cigarrinho de chocolate, que era vendido nos tempos em que ninguém se preocupava com os efeitos dessa vinculação entre a guloseima e o veneno para pulmão. Nem sei se esse tipo de produto realmente influencia na formação de um novo fumante, pois eu comia esse chocolate e nunca fumei cigarro. Mas isso não vem ao caso agora.

O que importa é que fiquei pensando “O que será que a fábrica fez com as formas e as máquinas que faziam os cigarrinhos?”. Eu guardaria tudo, esperando a maconha ser legalizada e fazer os sensacionais “cigarrinhos para larica”, voltado ao consumo de adultos chocólatras e maconheiros.

Mas eis que vejo essa interessante guloseima à venda:

 

O que você acha que há dentro do pacotinho? Lápis feitos de chocolate, com pontas e tudo mais, como mostra a embalagem? Que nada. Veja só:

 

Sim, são os velhos cigarrinhos de chocolate, mas disfarçados. Não precisa ser cão farejador para perceber isso. Então, se um dia bater uma saudade do tabacolate, basta comprar um desses “lápis”, botar no canto da boca e se imaginar tragando. Afinal, o politicamente correto não para nossa alegria.

Sabemos que é inevitável. Vamos ver todos os ícones do humor morrerem um dia. Isso se dermos sorte, pois corremos o risco de empacotarmos antes deles. Mas se a morte dos comediantes é mesmo um fato a ser aceito, impossível de contestar, podiam pelo menos dar um jeito de mudar os procedimentos normais nesses casos. Temos que bolar um jeito diferente de lidar com o falecimento deles. Há comediantes com uma história tão repleta de momentos cômicos que podem causar momentos embaraçosos. Imagina chegar perto do caixão para dar aquela famosa última despedida, olhar para a cara do finado e começar a rir. Vexame.

Por isso é que deveria ser elaborado um esquema extraordinário para tratar da morte dos comediantes e humoristas. Assim que um deles morresse, um departamento especial (a ser criado pelo Ministério da Cultura) seria acionado. Esses agentes comunicariam a Imprensa, que agiria como combinado previamente. Sairia uma grande reportagem nos jornais sobre a vida do falecido, mas sem nenhuma alusão à morte do sujeito. As TVs mostrariam uma coletânea de cenas engraçadas do artista, também sem dizer que ele morreu. Seria a senha para o público entender o que acabara de se passar. Para reforçar a mensagem, talvez alguns outdoors da sempre divertida empresa de seguro funerário Sinaf, com o rosto do comediante estampado nas ruas, mas sem dizer que ele bateu as botas.

 

Sou correspondente do Sensacionalista e passo para eles grandes furos que descubro em minhas investigações:

BBB13 TROCARÁ A CASA POR UM EDREDON GIGANTE

Hummm…

Pensando bem, talvez fosse melhor trocar a casa por uma grande barraca.

 

Em 2004, escrevi para o Cocadaboa.com essa notícia falsa:

As novas relações comerciais entre o Brasil e a China trouxeram esperança para muitos. Menos para os cães brasileiros. Entre a comitiva de comerciantes que esteve em maio na China ao lado do presidente Luis Inácio Lula da Silva estava o diretor de uma empresa que presta serviços a prefeituras do interior de São Paulo recolhendo animais das ruas. O objetivo de Gustavo Vanassi, proprietário da DogColect, em território chinês era apresentar aos restaurantes do país uma nova alternativa de abastecimento para um de seus pratos mais tradicionais: a carne canina.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, a presença e os planos de Vanassi vinham sendo mantidos em segredo para não ofuscar nem causar um efeito negativo nos tratados comerciais entre China e Brasil. No entanto, quando o governo chinês autorizou, na semana passada, a importação da carne de cães brasileiros, a informação acabou vazando e chegando ao conhecimento de entidades protetoras de animais, que já estão se organizando para frear as negociações. A comoção pelo destino dos cães, que viriam de abrigos municipais do estado de São Paulo, já chegou à esfera do PETA (People for Ethical Treatment of Animals), organização internacional das mais atuantes nos países do primeiro mundo.

- Estamos pasmos. Não imaginávamos que um país tão importante como o Brasil seria capaz de um ato desses. Essa iniciativa abre um perigoso precedente e dá um péssimo exemplo a países de menor porte, que podem começar um verdadeiro processo de chacina, sacrificando milhares de cães. O mundo ocidental não pode lucrar com hábitos alimentares rudimentares de países orientais, que já nos dão preocupações suficientes. – diz a diretora do PETA, Debbie Leahy.

Gustavo Vanassi, diretor da DogColect, com sede na cidade de São Caetano do Sul, não foi encontrado para comentar os protestos do PETA. A empresa, no entanto, emitiu uma nota oficial dizendo que vai operar dentro das normas estabelecidas pelo tratado comercial e que os cães destinados ao abate para consumo chinês não serão mortos antes do prazo legal de sacrifício estipulado pelas prefeituras onde presta serviços.

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Uns cinco anos depois, recebi um email de um amigo que trabalhava em uma ONG de defesa dos animais, criticando o governo por essa decisão. Eu o avisei que era um texto que eu mesmo tinha inventado e ele me contou que a ONG estava já organizando um protesto contra essa medida. Acho que se eu não avisasse a tempo, iriam fazer algum barulho.

Curioso é que, mesmo sabendo que essa história que criei despertaria a revolta das pessoas, eu nunca achei muito errado o procedimento que inventei. Mas não esperava um dia ver essa notícia, publicada recentemente na mídia nacional:

“CARNE DE JEGUE SERÁ EXPORTADA PARA A CHINA”

 

A notícia foi dada sem nenhum alarde e pouca gente se comoveu com o destino dos animais brasileiros, que seriam abatidos especialmente para o consumo chinês. Na minha história, os cães seriam sacrificados de qualquer maneira, sendo oferecidos ou não aos chineses. Mas a comoção em imaginar nossos Totós na barriga dos orientais pareceu maior. Afinal, cães são mais queridos que jegues. Imagina o que aconteceria se oferecessem churrasquinho de gato em um reunião de blogueiros e designers…

Em 2010, depois de mais uma tragédia no Haiti, um grupo de cantores americanos se reuniram para regravar a clássica “We Are The World”, lançada em 1985 para angariar fundos a serem doados para a África. O primeiro projeto foi um tremendo sucesso, contando com vários cantores que estavam no auge da fama.

Mas quando vi o clipe com a regravação da música, dei de cara com um monte de rostos desconhecidos, inclusive rappers de que nunca ouvi falar. Então chamei meu parceiro de Alta Cúpula Ronald Rios (que na época também era um pobre desconhecido do grande público, antes de entrar para o CQC) para me explicar quem eram aqueles cantores. A ideia era que um comediante da nova geração me orientasse sobre a importância daqueles artistas, enquanto eu os comparava com os ícones do primeiro projeto. Eis os comentários enquanto rola o clipe:

Percebam que na época, eu não sabia quem era Justin Bieber e o próprio Ronald nem pronunciava certo o nome do garoto. Bons tempos.

Programas como o “American Idol” e seus filhotes que nasceram ao redor do planeta fazem bem mais do que mostrar gente com talento, se esforçando para chegar ao estrelato. Essas atrações entregam ao telespectador algo tão interessante quanto os ídolos em potencial: sabem explorar o ridículo de quem vai lá e fracassa miseravelmente. Muitas vezes, a impressão que se tem é que existe um pacto silencioso entre os produtores e um tipo todo especial de ridicularizados.

 

À primeira vista, pode parecer que esses programas têm o objetivo de humilhar os sem-talento, para o bel-prazer dos sádicos na frente da televisão. Mas não é por aí. No fundo, o que o programa faz é realizar o sonho de algumas dessas pessoas, que só querem aparecer na TV. Sim, pois é impossível que muitos desses candidatos achem que sabem cantar.

 

Na versão brasileira que foi exibida pelo SBT, teve um sujeito que, depois de fazer mil poses para a câmera na fila de espera e se apresentar para os jurados, confessou ao apresentador que não tinha nenhum jeito pra cantor. Tava na cara que o rapaz, com tantos americanos já fizeram em tantas temporadas de American Idol, só queria suas parte no sonho warholiano, com seus minutinhos de fama.

 

A ridicularização feita por esses programas, de forma menos ou mais discreta, é só um preço a se pagar pelo desejo realizado. É o que acontece também na seleção de candidatos para o Big Brother Brasil, com aqueles vídeos caseiros que mostram o que há de mais ridículo na espécie humana. Eles não se importam, só querem aparecer, poxa vida.

 

Essa vontade irresistível tem diferentes níveis. Às vezes, é coisa simples de ser satisfeita, bastando o indivíduo parar atrás de alguém que está sendo entrevistado na rua, dando uma de papagaio de pirata. Tática semelhante é usada pelas mocinhas que vão aos programas de auditório, usando sua melhor roupa e caprichando na maquiagem para serem selecionadas para as primeiras fileiras. Uma vez, fiquei com uma garota que se gabou de já ter ido ao Domingão do Faustão e ter sido escolhida para ficar na segunda fila. Ela usava isso como prova de que era bonita. E o mais ridículo é que um dia me peguei usando essa informação também para me gabar com amigos , dizendo que fiquei com menina acima da média (opa, estou fazendo de novo?).

Mas é nas mensagens para os comentaristas, durante as transmissões de jogos de futebol, que vemos a expressão mais contida (e talvez das mais frustrantes) dessa vontade de aparecer. O sujeito decide que quer ver seu nome na tela da TV sendo lido pelo narrador da partida. Então resolve usar o recurso que a Globo oferece e envia por e-mail sua sensacional pergunta. Na falta do que dizer, manda algo do tipo “E então, Casagrande? É cedo para comemorar o resultado?”. Se essa é a pergunta selecionada, imaginem as que ficaram de fora.

Mandar essas perguntas para comentaristas só pode ser vontade de aparecer. E a coisa ficou ainda mais “interessante” com a possibilidade do envio de uma gravação sua fazendo o tal questionamento. Agora o cara pode aparecer, com rosto e tudo, num videozinho no meio da transmissão. Essa é para quem quer aparecer de forma sofisticada, demonstrando que tem uma webcam em casa e banda larga para enviar o arquivo.

Mas a forma mais triste de aparecer num jogo de futebol é quando o pobre coitado vai para o estádio com uma placa saudando o narrador (“Filma eu, Galvão!”) ou ainda anunciando a novela que irá ao ar ao fim do jogo. Por esses, nem Andy Warhol esperava.

Versão original publica em abril de 2006, na coluna “1001 Polegadas”, no Jornal do Brasil.

 


Aquele momento em que o jogador percebe que sua carreira pode servir de piada.

Não esquente a cabeça, Júnior Baiano. Você sempre será um dos maiores jogadores que o Brasil viu jogar, eternamente conhecido por lutar muito em campo. Você arrebentou.

“Qual é o celular que atinge o ponto 3G”? Foi com essa gracinha em mente que eu, Silvio Lach e Fernando Castro pensamos no singelo Teste do Vibracall, uma reportagem profunda feita para a terceira edição da revista “M…”. Para documentar nossa modelo testando qual aparelho tinha a mais satisfatória função vibracall, encomendamos uma produção assinada pela Badalhoca (que hoje cresceu e virou a Alta Cúpula). A entrevista com a piloto de provas foi conduzida por Ronald Rios, agora nacionalmente conhecido como o mais novo repórter do CQC.

Fizemos uma versão censurada, que foi expulsa do YouTube e Vimeo. Só nos restou o link sem censura para um site pornográfico, o XVideos. Assista apenas se você tiver mais de 18 anos.

 

O diretor do vídeo, Erik Gustavo, capturou também o impacto que a entrevista teve sobre o jovem Ronald Rios, que na época não tinha muita familiaridade com situações como aquela.

Essa empreitada rendeu elogios da comunidade científica e até o IV Tchananã Awards, do site Judão, na categoria Grande Momento em Internet e Tecnologia de 2008.

Ah, sim. O celular que venceu a contenda foi o meu. Até hoje o guardo. Nunca foi lavado.

Para minha surpresa, o primeiro Guia de Respostas para Novas Gerações foi um sucesso. Centenas de adolescentes escreveram agradecendo a ajuda e, o que é mais preocupante, pedindo saídas para outras humilhações a que vinham sendo submetidos cotidianamente. Por isso, resolvi voltar a prestar um serviço de utilidade pública, fornecendo novas respostas para o menor de idade que continua sendo ridicularizado ao não saber o que responder diante das mais simples zombarias. Com o Guia de Respostas para Novas Gerações – Parte 2, o leitor imberbe terá uma nova vida, sendo respeitado pelos colegas e garantindo um futuro de sucesso e prosperidade.

Você pinta como eu pinto?

Essa pergunta é bem velha, do tempo em que chamavam os órgãos sexuais masculinos de pinto. Mas ainda há vítimas para ela. Preste atenção na hora de responder. Na verdade, seu amigo está tentando ludibriá-lo, perguntando se você brinca com o pênis dele. O truque está na semelhança fonética com a frase “Você pinta com o meu pinto?”. A resposta é simples: “Não. Não pinto com broxa´´. Desse modo você nega que usa o pênis dele e ainda insinua que ele não tem vigor sexual. Como? Reparem que broxa, além de ser aquele instrumento usado por pintores de parede é também um dos sinônimos para impotente. Pode usar sem problemas. É muito eficaz. Seus amigos vão ficar tão admirados contigo que jamais vão marcar um encontro para um dia que você não puder comparecer.

Jacaré sabe andar em terrenos alagados. Mas, jacaré no seco anda?

Opa! Calma lá, rapaz. Esta é uma brincadeira da velha geração e é bem possível que seu pai já tenha sido vítima dela. Não fale “sim”, pois o adversário está lhe perguntando, disfarçadamente, se um “jacaré no seu cu anda”. Ao confirmar, você dará a impressão de que é um homossexual, daqueles que deixam até um jacaré andar em seu ânus. Seja frio e responda “jacaré não entra”. Rapidamente, pergunte ao seu colega “em buraco de toupeira, tatu caminha dentro?”. O espertinho vai dizer que sim, sem perceber que você perguntou “está tu com a minha dentro”, uma forma maliciosa de questionar se seu pênis está dentro do indivíduo. Depois de inverter o jogo de maneira tão genial, seus amiguinhos vão passar a respeitar mais seu juízo, deixando de zombar de você caso use roupas estranhas que sua tia lhe deu de aniversário.

Quem nasce em Pernambuco é pernambucano. E quem nasce em Tilambuco?

Acompanhar a vida íntima de um casal famoso é realmente um dos maiores passatempos da humanidade. Bom, pelo menos da humanidade que está alugando o planeta atualmente. Esse hábito é tão forte que se estende a casais como Barbie e Ken. Sim, bonecos. Esse interesse pela vida do casal pode render até protestos bem bolados, como o da ONG ecológica Greenpeace, que acusou a fabricante dos bonecos de cometer danos à natureza. O rompimento entre eles foi o mote da campanha, em junho de 2011.

 

 

Mas apostar no rompimento do casalzinho de plástico não um pioneirismo do Greenpeace. A Pixar/Disney também usou essa situação para criar uma das subtramas de um de suas melhores animações. Em “Toy Story 3”, de 2010, Barbie e Ken aparecem em cenas de confronto.

 

 

Curiosamente, antes do Greenpeace e da Disney, já se apostou na separação do casal com objetivos para lá de questionáveis. O amor desses dois pombinhos foi massacrado por motivos meramente comerciais. E o arquiteto desse rompimento foi justamente a Mattel. Sim, o fabricante dos bonequinhos. Essa barbárie, sem o perdão do trocadilho, foi perpetrada em 2004. A empresa emitiu um sério comunicado oficial dizendo que o casal, que estava junto há 43 anos, decidiu dar um tempo na relação. Na falta de reportagens falando sobre o motivo da separação, foi inevitável fazer especulações.

Um dos primeiros boatos a surgir foi o de que Barbie na verdade nunca foi muito a fim de Ken. Quem realmente virava a cabeça da boneca era o Falcon. Décadas atrás, muitas Barbies de irmãs desatenciosas foram vistas na cama do Falcon de algum moleque, depois de uma árdua batalha contra o Torak. Há quem diga que os bonequinhos Comandos-em-Ação eram filhos bastardos do caso secreto, que não podia vir à tona por causa dos compromissos marqueteiros de Barbie e Ken. A boneca então estaria livre para tirar suas roupinhas caras para o velho herói de guerra.

Mas já teve gente dizendo que Falcon na verdade nunca tocou em Barbie, pois era gay. Só porque o boneco virava os olhinhos e usava uma barba meio Village People. Besteira. Falcon foi o modelo de masculinidade de toda uma geração. Quantos garotos não quiseram ter uma cicatriz no rosto, como ele? E se levantaram dúvidas sobre o destemido guerreiro, não foi surpresa quando jogaram a culpa do fim do romance entre Barbie e Ken na suposta falta de interesses do rapaz. Segundo muitos, Ken também era boneca. Ele só freqüentava a casa de Barbie para admirar suas lindas roupas. Dizem as más línguas que Ken vive no armário da Barbie.

Para dar um fim nesses boatos, esperava-se que empresários logo pusessem Ken aparecendo estrategicamente ao lado de Susi, a rival menos abastada de Barbie. Mas o bonecão ficou de lado até mesmo pela indústria de fofocas, que preferiu falar do novo amor de Barbie: Blaine, um surfista australiano. O brinquedo logo ganhou o coração das consumidoras e teve boa saída das prateleiras por alguns meses. Dois anos depois, o boneco bronzeado sumiu e Ken voltou a circular ao lado de Barbie, sem comentar o golpe publicitário que mexeu com sua imagem. Mas toda vez que algo acontece com Barbie, como mostra o vídeo abaixo, há quem pense em Ken como mandante.

 

Texto original publicado em fevereiro de 2004, na revista Domingo, do Jornal do Brasil.

 

Vandalizaram o anúncio de forma um tanto quanto dura.

Esse é o país que vai sediar a Copa?

 

Flagrado em uma rua da Gávea, no Rio de Janeiro.

Esse é um roteiro que escrevi em parceria com Raul Macedo (que é o pseudônimo de um cara que não podia assinar o roteiro, por motivos sigilosos), para o episódio 9 da primeira temporada de “Os Gozadores”, série com roteiro final de Álvaro Campos e exibida no Multishow. A trama A produtora alternativa de pornô brasileira descobre que é sucesso involuntário no Japão e tenta criar um filme voltado para o mercado japonês, que reconhecidamente é o que mais contém perversões e bizarrices. Se não me engano, a sugestão de falar sobre as taras nipônicas é minha (não lembro mais). Ao mesmo tempo, os produtores se veem diante de uma boneca inflável encomendada para liberar seus problemas psicológicos.

Em 1999, foi lançado um filme chamado “Magnólia”. Escrito e dirigido pelo americano Paul Thomas Anderson, o longa termina com uma insólita chuva de sapos. Devido à constante e intencional repetição dos números 8 e 2 por todo o roteiro, muita gente logo remeteu a tal chuva a uma passagem bíblica, em Êxodus, que narrava as pragas que Deus teria mandado para o faraó que o peitou. Mais tarde, porém, o diretor revelou que sua real inspiração para fazer a chuva de sapos foi a obra de Charles Fort, um estudioso do início do século 20 que se dedicou a coletar casos estranhos e bizarros. Era seleção de histórias que deixariam fãs do “Arquivo X” ou “Fringe” excitados de forma quase sexual. O maior objetivo de Fort era zombar da ciência, deixando claro que os cientistas não tinham explicação para tudo que ocorria. Ele colecionava erros da ciência e se amarrava quando alguma previsão científica não se concretizava.

Um dos temas favoritos de Fort eram as chuvas de sapo, testemunhadas em alguns lugares diferentes deste planeta. Os cientistas diziam que se essas chuvas realmente aconteceram, o motivo teria sido um furacão que passou por algum pântano, carregou um monte desses anfíbios e os jogou em cidades longínquas. Fort não engolia essa do sapo, argumentando que nesse caso teria que chover uma porrada de espécies, não apenas sapos. Além disso, Fort chegou a coletar depoimentos de gente que teria presenciado chuva de carne em decomposição.

Fort tinha uma teoria ainda mais esquisita que esses supostos fenômenos. Achava que havia uma antiga força natural teleportadora, que distribuía seres – ou parte deles – por planetas ainda não habitados. Essa força até hoje seria às vezes reativada, funcionando de forma aleatória. Isso explicaria pedaços de carne caindo do céu e chuvas de sapos e peixes.

Como hoje temos mais consciência de que aquilo que a sociedade mais faz é mentir e enganar, fica difícil acreditar na boa fé dos depoimentos coletados por Fort lá pros idos de 1930. Atualmente, as pessoas ganham dinheiro fingindo que estão participando de pegadinhas, encenando que estão tirando o demônio de fiéis, mentindo que estão cantando com sua própria voz, jurando que aquele produto realmente o emagrece em uma semana, prometendo que vão acabar com os males do país etc. E antes do profissionalismo vem o amadorismo. Os precursores de todos os vigaristas de hoje pode ter sido essa galera que jurou ter visto uma chuva de sapos. Mas existe outra hipótese. Além dos sacanas, há os desavisados.

Recentemente, vi dois casos na televisão que poderiam render relatos assombrosos para Fort.

Um programa de turismo que vai apenas a lugares não considerados turísticos. Essa é a ideia de “Brazilians”, projeto de Ronald Rios e Nigel Goodman. No episódio piloto, faço uma participação como o diretor de um canal que recebe a dupla e os desafia a ir a Duque de Caxias.

 

 

O piloto chegou a ser avaliado por dois ou três canais e foi recusado. Curiosamente, alguns meses depois, a produção foi inscrita na Mostra Competitiva de Pilotos Brasileiros 2011, do Festival Internacional de Televisão, e foi selecionada para a fase final. Acabou não vencendo, mas a boa performance na competição fez com que a dupla decidisse gravar novos episódios, pela nossa Alta Cúpula, e exibir apenas na web mesmo. Mas agora, sem o tal diretor como personagem.

 

Quem não tem frescuras sabe que cães são muito mais legais que gatos. Mas a internet está infestada de imagens de filhotinhos felinos e gatinhos adultos fazendo “fofurinhas”! Os amantes de gatos acham que qualquer foto do bichano tem que ser divulgada. Isso deixa o melhor amigo do homem em desvantagem na web. Mas há tempo de reconquistar o terreno perdido pela cachorrada! Basta seguirmos o plano de ação que tracei.

No Twitter

Embarcar em manifestações contra a falta de direitos humanos na China e postar mensagens pró-caninas, criticando os pratos feitos com carne de cão e aproveitando pra atacar gatos. Os militantes vão retuitar qualquer coisa que tenha um discurso a favor da democracia. Dica de tweet: “Não coma cachorro! Vá de churrasco de gato! #freechinesepeople”

 

No YouTube

Gravar um cachorro mastigando algo e editar as imagens para parecer que ele está cantando “Atirei o pau no gato”. Os fãs de dublagens com animais vão adorar e espalhar esse hino antifelino.

 

No RedTube / XVideos

Especialistas em netiqueta dizem que se você for trocar mais de três ou quatro frases com alguém no Twitter, melhor chamá-lo para um local de conversas, como o MSN. Mas e se fizermos o contrário, tuitando em um ambiente de bate-papo? Fiz a experiência. É claro que não seria num chat qualquer. Fui pro sexo virtual do UOL, com o sensual nickname @opassaro.

Pensei em @passaralho, mas sou muito elegante. E lá me pus a tuitar: “@opassaro fala para Todos: Mto calor hoje!”. Não sabia o que aconteceria. Será que o estilo Twitter contagiaria todos no chat de sexo? Será que pipocariam frases do tipo “Enganando geral sobre minha centimetragem, huahua!”. A resposta veio logo: Safado, PalzaoNaCam e CasalCafeLeite deixaram a sala.

Vendo outros chegando, resolvi mandar alguma das gracinhas que me renderam seguidores no Twitter: “Qta gente entrando e saindo. Isso sim é uma sala de sexo”. Se você se sente desprezado no Twitter, precisa saber como é ser ignorado num chat de sacanagem. Dói mais, pois você sabe que os outros estão se divertindo à beça nos reservados. Mas fui adiante, ousei. Citei uma frequentadora: “Atenção p/ @loirinhafogosa. Chegou c/ tudo!”. Ela nem ligou e foi perguntar pro Ze28cm se ele tinha carro.

Aborrecido, comecei a procurar motivos pra desclassificar aquela gente que não se empolgava com tuitadas. Achei: “HOMEM (reservadamente) fala para Todos: sou homem”. Putz. Aí resolvi atacar a turma, ainda que com a classe que me é característica: “Acho q rolam fakes por aqui”.

Até DUDINHA, que eu achava que ia curtir a experiência, devido ao nick meio tuiteiro, deixou a sala. Ainda tentei um “Pessoal saindo do chat. Vão ver A Fazenda 2?” e um “#FF: @carinhosa”. Nada aconteceu. Lancei uma bomba broxante na sala, com “Tudo aqui tá sendo visto pelo @ocriador”, e me despedi: “Vou embora. Vcs não merecem falar comigo e nem com meu anjo”. Só depois me toquei que podia ter tentando um #chupa. Fica pra próxima

 

Publicado originalmente em dezembro de 2009, na revista e no site YouPix.

Minha proposta de trama para um dos episódios da série “Open Bar”, da produtora 2MLKS, exibida pelo Multishow: uma das personagens adota uma cadela de rua, sem saber que a coitadinha é ninfomaníaca e que fará com que se torne a cafetina da cachorrinha, devido a uma série de mal-entendidos.

Confesso que é uma historinha meio bizarra, mas é bem meu estilo. A ideia foi aceita como trama paralela do episódio 9 da primeira temporada, escrito em parceria com o criador da série, Álvaro Campos.

Curiosidades: O primeiro cliente que cruza com a cadelinha protagonista se chama Odisseu. Havia uma cena extra para os créditos, com referência a zoofilia, mas não foi gravada, obviamente.

Especialistas em RH afirmam que é esperada para o Brasil a importação de mão-de-obra qualificada para vários setores. Eu acho que devemos importar também estátuas-humanas, pois aqui o serviço não é feito tão bem como lá fora, onde esses profissionais chegam a assustar os mais distraídos, de tão bem caracterizados que ficam. O que se vê atualmente por aqui, pelo menos no Rio, são umas estátuas meio vagabundas, mal vestidas, mal pintadas e, principalmente, mal paradas.

As estátuas humanas brasileiras não gostam muito de ficar estáticas. Se mexem tanto que seria mais fácil se fantasiarem de robôs, até porque os movimentos que fazem a toda hora imitam o deslocamento das máquinas em forma de homem, não estátuas (até porque, ora bolas, estátuas não se mexem). E algumas dessas estátuas ainda fazem uns sinais a todo momento, indicando o potinho onde os admiradores que param para observar a tentativa de imobilização devem deixar uma gratificação.

Vejo que esses profissionais já estão desenvolvendo algumas malandragens nesse setor. Uma delas é o uso de máscaras, que ajuda bastante o candidato a estátua, que não precisa ficar com o rosto pétreo, prendendo o riso diante de alguma gracinha ou reprimindo a cara feia por ninguém estar deixando um trocado. Pensando bem, o artifício da máscara abre alas para uma boa experiência, que um dia ainda hei de testar. Minha ideia é

Algo feito com ouro, em 3D, na velocidade da luz só pode ser muito bom.

 

Flagrado em um cartaz do lado de fora de um salão na Tijuca, Rio de Janeiro.

Quantas vezes você se pega pensando em quanto sofrimento poderia ter evitado se soubesse o que fazer na hora certa? Quando estava entrando na adolescência, poderia ter evitado a sensação de impotência diante da gargalhada de um colega seu que conseguiu a resposta que tanto queria ao lhe perguntar se você conhecia o Sunda. E não foi só o Sunda. Na semana seguinte, teve o Locha. E um mês depois, quando você já se achava esperto, teve o Mário, aquele que te carcou num lugar que você nem sabia que era possível ser usado para sacanagem. Se você, leitor menor de idade, ainda está nessa terrível fase em que pode ser vítima de perguntinhas idiotas, não se aflija. Preparei um manual básico para você se safar das brincadeiras dos amiguinhos metidos a engraçados. De agora em diante, ninguém mais vai te fazer de otário e todos vão te achar um ser sábio e cheio de potencial. É só seguir as instruções diante das perguntas abaixo e garantir um futuro cheio de glórias:

O que a baleia faz no teu cu?

Essa é uma das mais velhas brincadeiras e já está caindo em desuso. Mas tem sempre alguém disposto a usá-la. O primeiro impulso é responder “Nada!”. É isso que seu colega quer que você diga. Com essa resposta você estará dizendo que é homossexual, pois tem um grande ânus o­nde até uma baleia pode nadar. O melhor a ser dito é “Fica de fora”. Aproveite que seu colega ficou surpreso com sua malandragem e pergunte a ele “Aliás, você tem pentelho no cu?”. Se ele disser que tem, diga a ele “Fui eu que plantei”. Se ele disser que não, diga “Fui eu que tirei”. Você já não será mais visto como o mais idiota da turma.

Que time é teu?

O adversário quer que você diga o nome de um time. Quando você responder “Flamengo” (ou qualquer time inferior), ele vai rir e dizer para todo mundo que o time inteiro do Flamengo “te meteu”. Conseguiu entender a relação entre “time é teu” e “te meteu”? Sim, a pronúncia deixa tudo muito confuso. Mas há uma saída. Basta você responder “Bateu na trave entrou no teu”. Normalmente, os outros colegas que estão por perto e ouvem isso chegam a urrar para saudar a inteligência da resposta. Agora você terá direito de bater no garoto mais bobo do grupo.

Você está num navio com seu cachorrinho chamado Nabunda. O barco afunda. Você leva Nabunda ou deixa Nabunda?

Aqui, seu colega acha que te encurralou bonito. Não há escapatória! Você vai acabar dizendo que leva ou deixa na bunda. No momento de angústia, você pode até dizer que “leva Nabunda” pensando que levar é melhor que deixar, já que quem deixa está gostando. Mas calma, aí! Há um jeito de sair por cima! A resposta certa é “Nabunda nada”. Diga essa frase com calma, explicando que o cachorro é inteligente e sabe nadar. O resto da turma vai ter certeza de que você é o cara mais esperto entre eles e você terá, automaticamente, autorização para pegar a irmã de qualquer um deles.

E qual é o aumentativo de dacueba?

Para o número 3 da revista “M…”, eu e Silvio Lach aproveitamos a onda das mulheres-frutas do funk, que estava no auge, e lançamos nossa própria musa frutinha: A Mulher Acerola. Nossa funkeira foi vivida por ninguém menos que Douglas Silva, o Acerola da série e filme “Cidade dos Homens“.

O ensaio foi feito pelo fotógrafo Max Moure, da Casa 13. Desfrutem do charme e da sensualidade marota da Mulher Acerola:

Para divulgar a revista, também lançamos mão da musa. Eu e Silvio bolamos o funk da Mulher Acerola e chamamos o pessoal da Zuêra para interpretar a obra de arte. Depois encomendamos um vídeo para Erik Gustavo e Ronald Rios, da Badalhoca (produtora que cresceu e agora se chama Alta Cúpula). Veja, ouça e dance:

A forma como o Brasil foi invadido entrou para a História como a tomada de território mais rápida de todos os tempos.  Como foi? Bom, vamos lá.

Há anos, muita gente falava sobre o interesse do mundo na Amazônia. Diziam que os Estados Unidos um dia invadiriam o Brasil com a desculpa de tomar conta da nossa floresta, com o pretexto de que a destruição da região amazônica estava colocando em risco o equilíbrio ecológico de todo o planeta. Viriam para cá dizendo “os Estados Unidos advertem: os brasileiros causam câncer no pulmão do mundo”. Os paranóicos estavam errados. Em parte. Quando os americanos finalmente invadiram o Brasil, com seus tanques, porta-aviões e caças, não falaram sobre a Amazônia.

Crianças tão perdidas que nem estão onde deveriam estar.

 

Em janeiro de 2011, o editor da Playboy, Edson Aran, propôs que eu organizasse para a revista o “Novíssimo Dicionário Machista”, um TEXTO DE HUMOR com verbetes feitos por humoristas e frasistas. Todos foram escalados com a missão de serem machistas. Escolhemos alguns nomes e parti para a convocação de gente de várias gerações e mídias. Assim, o texto teve colaboradores já conhecidos, como Helio de la Peña,  Ivan Lessa,  Marcelo Madureira, Nani, Fraga, Carlos Castelo, Luis Pimentel e Fabio Porchat, e novos talentos, como Ronald Rios, Nigel Goodman, Silvio Lach, Tio Dino, Piangers, Adriano Matos, Pedro Leite e Maurício Meirelles (que viria a se tornar um CQC).

Para ler todos os verbetes, clique neste link aqui, que vai para o texto no site da revista (ou cole http://playboy.abril.com.br/entretenimento/cultura-e-entretenimento/novissimo-dicionario-machista-brasileiro-2/ direto no seu navegador).

Para ler só os meus verbetes, basta olhar as letras abaixo, em sequência, e elas magicamente vão virar palavras, que por sua vez formarão frases em sua mente:

 

“U”

UCRANIANA Verdadeira nacionalidade de grande parte das mulheres de sites com fotos de “lolitas russas”, mas você nem se importa. Origem da escritora Clarice Lispector, que possuía o extremo talento de ser compreendida em sua plenitude apenas por leitoras do sexo feminino, assim como as etiquetas de roupa com instruções de lavagem.

UMBIGO Parte do corpo em que mulheres mais liberais passaram a usar piercing, peça que equivale a uma placa com a inscrição “O buraco é mais embaixo”.

UMIDADE Sensação que a mulher deve sentir em maior grau ao entrar no carro importado de quem a corteja, conferir o extrato bancário do parceiro ou ouvir um sussurro ao pé da orelha dizendo: “Você é mil vezes melhor do que a minha esposa”.

URRO Som utilizado pelo sujeito para descrever aos amigos a reação sonora que sua nova conquista teve durante a cópula com ele. Som emitido de maneira completamente justificável quando o homem é atingido por golpe em sua bolsa escrotal. Som emitido de maneira exagerada quando a mulher passa por parto natural.

 

“X”

XADREZ Jogo de tabuleiro que sugere a superioridade intelectual do homem dado o baixo número de mestres do sexo feminino. Forma antiga de designar o local para o qual você é enviado se não pagar pensão à ex-mulher que possui todos os membros (sendo dois superiores e dois inferiores) em condições de executar trabalhos que lhe permitam autossuficiência.

XAVECO Modalidade de galanteio para quem não conta com bens materiais ao alcance visual da fêmea.

XEPA O ano de 2030 – quando você finalmente terá condições de pegar as mulheres-frutas surgidas recentemente como dançarinas de funk.

Tive essa ideia, sobre um exorcista que enfrenta uma pessoa possuída por um demônio, mas sem ficar com aquelas presepadas todas que padres católicos e pastores evangélicos fazem. Seria um exorcismo racional. Falei desse argumento com meus parceiros da Alta Cúpula e eles gostaram. Resolvi interpretar o exorcista e chamei Nigel Goodman para ser o sujeito possuído, já com a certeza que ia mandar bem. Bolei uma linha de desenvolvimento do diálogo e ficamos livres para improvisar a conversa. Erik Gustavo, que registrou as imagens da maior parte do vídeo (obviamente, assumi a câmera na hora em que ele também apareceu na esquete), editou tudo e deu nesse vídeo abaixo, que está sendo bem comentado por aí.

Como parece ter sido bem recebido pelo público, é possível que eu transforme a brincadeira em uma série, com mais aventuras de Cléber, o Exorcista Racional.

Curiosidade: Minha ideia original era fazer um quadro sobre um demônio racional, que ficaria pedindo para o padre ou pastor falar de forma mais educada e sem palhaçadas. Mas depois achei que ficaria melhor no vídeo se o exorcista fosse o racional, dando chance para alguém fazer todas as peripécias de um endemoniado tradicional. Além do mais, o formato final dava mais margem para que virasse uma série de vídeos.

Dizem que a mulher é o “sexo frágil”. Diante de constantes provas de “macheza” de fêmeas em diversas profissões e de cada vez mais homens se entregando a demonstrações de sensibilidade, sou obrigado a crer que a mulher é o sexo frágil apenas no aspecto físico. E é essa fragilidade que me fascina, porque dentro do universo masculino – é triste admitir – também sou considerado frágil, pelo meu porte físico. E ainda assim, mulheres não são páreo para mim em um combate mano a mano. Explicarei.
Desde criança fui vendo as amiguinhas crescerem em todas as direções (pra cima, pra trás e pra frente), enquanto eu parecia continuar com aparência de moleque. Por sorte, escapei de ser menor que a média nacional das mulheres, porque nunca me senti muito bem diante de mulherões. Não sou como o cartunista Robert Crumb, que gosta de mulheres grandes para fazer isso:

Ao contrário, cunhei um lema pessoal que demonstra minhas preferências: “Gosto de mulheres que caibam no meu abraço”. Romântico, mas com boa dose de insegurança de encarar uma mulher cavalona.

Em todo caso, um dia percebi que não precisava temer a força física da mulher. Garantindo que não era um fracote, desafiei uma colega de escola para uma queda de braço.